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10/06/2009 - 18:39:13 - 278 visualizações
Categoria: Polícia
Quadrilha de fraudadores da Previdência Social de Ijuí é desbaratada com a prisão de cinco pessoas
Segundo procurador da República todos que se beneficiaram da fraude serão investigados e poderão ter que devolver o dinheiro, além de responderem processo criminal por estelionato.
Atendendo pedido feito pela Procuradoria da República em Santo Ângelo, a Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (10) integrantes de uma quadrilha especializada em fraudar a Previdência Social da cidade de Ijuí (410 quilômetros de Porto Alegre), na Operação denominada Trampolim. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, resultando em cinco prisões temporárias. Até agora já foram detectados mais de 50 benefícios irregulares e os prejuízos causados à Previdência superam a casa de 1,3 milhão de reais.
As investigações tiveram participação ativa de vários órgãos, em especial do próprio INSS, através da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos do INSS. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Santo Ângelo, Ijuí e Santo Augusto.
O procurador da República em Santo Ângelo, Osmar Veronese, explica que “enquanto agenciadores buscavam pessoas interessadas no lucro fácil, um servidor do INSS de Ijuí inseria dados falsos no sistema de informações da autarquia, concedendo benefícios indevidos”. Entre as condutas irregulares identificadas estão a falsificação em certidões “envelhecendo pessoas”, a conversão indevida de tempo de atividade especial em tempo comum, a utilização de vínculos empregatícios fictícios, a contagem de tempo de atividade rural em regime de economia familiar sem a existência das provas correspondentes, entre outras.
Propina
Durante as investigações foi apurado que para obterem o benefício indevido os beneficiários pagavam propina à quadrilha. O trabalho agora é identificar os crimes e seus autores, com indícios de estelionato, corrupção e formação de quadrilha. O procurador da República antecipa que todos os que se beneficiaram da fraude serão investigados e poderão ter que devolver o dinheiro, além de responderem processo criminal por estelionato.
De acordo com Osmar Veronese, a firmeza na atuação do Poder Público foi fundamental para estancar a hemorragia de recursos públicos desviados pelos veios dos benefícios irregulares, cuja gravidade é acentuada pela participação de servidores públicos. “Se, de todos se espera honestidade, da conduta de um servidor público se espera exemplo de probidade”, conclui o procurador da República.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social - Procuradoria da República no Rio Grande do Sul
Autor: Geizon K. Tischer
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